Sucesso norte-americano e queridinha pelo público, "The Good Doctor - O Bom Doutor" estreia nas noites de quinta-feira da Globo substituindo o "Lady Night"

Foto: Divulgação.

Com o término da temporada de ‘Lady Night’ na Globo, a faixa das noites de quinta-feira será ocupada pela primeira temporada da série americana “The Good Doctor – O Bom Doutor”. A partir do dia 29 de agosto, o público acompanha, depois do ‘The Voice Brasil’, a emocionante história de um jovem médico com autismo, interpretado por Freddie Highmore, que foi indicado ao Globo de Ouro pelo papel.

Procurada a assessoria da Globo na tarde deste sábado (20), ela afirma a exibição da série nas noites de quintas. A série também pode ser encontrada no catálogo do Globoplay.

SOBRE A SÉRIE


Sucesso na televisão norte-americana, The Good Doctor, a série, estrelada por Freddie Highmore, que acompanha o residente de cirurgia Shaun Murphy. Mas Shaun é um caso raro. Ele é médico em formação, que apresenta autismo e síndrome de savant. Assim, Shaun é muito diferente do que em geral se espera de um cirurgião.

O primeiro episódio se apoia justamente neste conflito existente de suas doenças com o desejo de ser médico. O episódio se ocupa de, por meio de flashbacks do personagem principal, nos contar parte de sua trajetória até a vida adulta. Uma criança autista, cujos pais não faziam ideia de como lidar com ele. Expulso das escolas regulares por não se ajustar, convive com um pai ignorante e violento e encontra no irmão um porto seguro e alegre.

Mais novo do que ele, o irmão de Shaun tenta defende-lo da vilania do pai e das outras crianças. O menino o entende, apoia e protege. Assim, pelo resto da vida, a motivação de Shaun vai girar em torno das palavras de incentivo e amor ditas pelo irmão. Ainda pequenos, quando em um ataque de fúria o pai mata o animalzinho de Shaun, ele conhece o Dr. Aaron Glassman.

E é esse médico, chefe do hospital San Jose St. Bonaventure que luta com todos os seus argumentos para empregar Shaun. Glassman precisa enfrentar o corporativismo, o preconceito e o ego dos médicos do hospital que não acreditam que um médico autista possa ter capacidade de salvar a vida dos pacientes.

Enquanto o conselho delibera preconceituosamente no hospital. Shaun está salvando a vida de um garoto de oito anos que foi atingido por uma placa de vidro no aeroporto onde ele estava. No melhor estilo McGyver, Shaun vai atrás do que precisa. Produz ele mesmo um equipamento para ventilar o garoto sob os olhos incrédulos das pessoas a sua volta. Até ser aplaudido ao final do trabalho.

Ao chegar ao hospital, um novo show de horrores. O tratamento dispensado pelas pessoas a Shaun é sempre escroto. Para conviver em sociedade, Shaun obviamente desenvolveu alguns mecanismos de auto-defesa que muitas vezes são encarados com estranhamento pelas pessoas. A dificuldade de comunicação dele é latente, ele pensa bastante antes de falar, quando fala é depressa, não olha nos olhos, entrelaça uma mão na outra. Há no tom de voz uma certeza meio trêmula, como quem junta toda sua coragem pra dizer alguma coisa. Shaun fala pouco, mas diz as coisas certas.

Outro destaque da série é tentar reproduzir na tela a forma como o cérebro do médico funciona. Enquanto ele pensa nas soluções para os problemas que se apresentam, os caminhos da resposta aparecem na tela em gráficos, textos e desenhos gravados eternamente naquela memória. O efeito é incrível, visualmente agradável, bonito e didático. No entanto foi usado à exaustão nesse primeiro episódio, espero que seja apenas um tropeço de episódio piloto e o recurso seja usado de maneira mais orgânica nas próximas vezes.


O episódio piloto de The Good Doctor cumpre seu papel. Apresenta seu personagem principal, os principais conflitos que ele vai viver e já delineia quem serão seus principais algozes e aliados. Nos deixa aos prantos ao contar a história de amizade dos irmãos e esperançosos que depois de tudo o que ele já passou, enfrentar o preconceito e o corporativismo médico será apenas questão de tempo. Shaun vive bem dentro de suas próprias limitações sociais. Nos dá uma sacudida íntima mostrando que independente do que nos diferencia dele ou de qualquer pessoa que tenha alguma necessidade específica, somos todos seres humanos lutando contra nossos próprios demônios.

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