O jornalista especializado em notícias dos bastidores da TV e do mundo dos famosos Flávio Ricco estreia no portal R7 nesta segunda-feira (15) com uma atuação multimídia.

Além de publicações diárias no portal, o jornalista vai ter um podcast e um programa multiplataforma.

"Eu converso com meu leitor. Eu tento ser com o meu leitor o mais verdadeiro possível. Quero que ele tenha confiança em mim, naquilo que eu falo e naquilo que eu coloco. Tudo o que coloco como material na minha coluna, que é diária, eu checo e recheco", explica. 

Essa será a terceira vez que Flávio Ricco trabalhará na Record TV. Em 1978, ele dirigiu um programa de entrevistas exibido à noite, apresentado por Ferreira Netto. Em 1986, voltou com o mesmo programa. O jornalista também é coautor do livro "A Biografia da Televisão Brasileira".

Flávio Ricco começou sua carreira escrevendo a primeira coluna sobre televisão no Brasil, no jornal Folha da Tarde, e teve passagens por rádios, jornais e emissoras de televisão como Record, Tupi, Globo, Band, Gazeta e SBT.

Em 1998, passou a apostar na internet, trazendo toda sua expertise para o canal digital escrevendo sobre os bastidores da televisão. Desde 2003, Ricco assina sua própria coluna a Canal 1, publicada em mais de 80 jornais. Também assinou a coluna em outro portal.

O site Metrópoles, através da coluna Leo Dias questionou o jornalista Flávio Ricco sobre liberdade de expressão, uma questão importante, principalmente ao escrever sobre TV, em um grupo que possui uma emissora. Mas Flávio mostrou, com sua elegância, que será o mesmo de sempre.

No meio jornalístico, Flávio é considerado o tiro certo. Se ele publica, não tenha dúvida, é verdade. Mesmo que demore para se concreto. Sua estreia é às 0h07 desta segunda-feira (15).


CONFIRA A ENTREVISTA FEITA PELA COLUNA LEO DIAS PELO SITE METRÓPOLES:


Foram 12 anos no UOL e a sua coluna definitivamente virou uma referência no gênero de cobertura televisiva. Você disse que sua saída foi tranquila… mas não houve decepção ou expectativa frustrada? Afinal, foi um casamento de 12 anos que acabou de forma praticamente relâmpago.

A impressão para todos foi que acabou de forma relâmpago. Mas não. Durante um mês conversamos, tentamos chegar a um acordo que satisfizesse as duas partes, mas não foi possível. Sai pela porta que entrei, com a sensação do dever cumprido. Uma relação que deu muito certo por 12 anos. Deixo amigos.


O que você espera nessa nova etapa no Grupo Record? A grande questão agora é a liberdade editorial. Como vc agirá falando de TV na Record?

Minha expectativa é continuar o trabalho que sempre fiz. Aquilo que sei fazer. Honestamente, em minhas tratativas, em nenhum momento recebi qualquer orientação sobre o que posso ou não fazer. Mas a de fazer o que sempre fiz. E eu não sei fazer outra coisa.


Keila Jimenez e Fabíola Reipert tinham colunas no R7, e atualmente fazem fofocas com uma cobra de pelúcia em um telejornal. Você está preparado para, em algum momento dessa vida, contracenar com um fantoche em um noticiário?

Nada me foi falado sobre programa de TV. Talvez podcast e um programa multiplataforma, mas ainda não conversamos sobre isso.


Você é uma grife e, diria, o maior nome do R7. O leitor do R7 tem um perfil bem distinto do UOL. Suas notas serão mais populares?

Tenho essa maneira de produzir a coluna há muitos anos. Ela é filha da que escrevi para o Ferreira Netto muitos anos na Folha da Tarde. Continuará a mesma linha. Pretendo continuar conversando diariamente com todos. Estou muito feliz. Mais um desafio.