Adriana Birolli faz parte dos milhões de telespectadores que acompanham diariamente a reprise de Fina Estampa, no horário nobre na Globo. Em conversa com a Revista QUEM, a intérprete de Patrícia na trama de Aguinaldo Silva relembra com carinho da novela, mas não poupa críticas a sua atuação.

"É minha primeira reprise que assisto. Estreou primeiro Fina Estampa e depois Totalmente Demais. Está sendo muito divertido, porque tem um distanciamento do tempo. Óbvio, que eu olho as cenas e falo: ‘como que eu fiz isso?’ Eu assistia quando estava no ar, mas faz 10 anos, estou com 33 anos e tinha 23 na época. Mas é normal se autocriticar, porque a gente quer melhorar, evoluir artisticamente", justifica.

Sem contrato de trabalho atualmente, a atriz fala da dificuldade do mercado de trabalho no meio artístico. "Não estou contratada. A gente tem um trabalho agora e depois quanto tempo a gente fica sem trabalhar para poder voltar novamente? Ainda mais hoje em dia. Às vezes já tem um trabalho gravado e nem pode gravar um outro. É uma complicação muito grande", lamenta.

Birolli ressalta que também há crise financeira no mundo dos famosos. "As pessoas têm a ilusão de pensar que está todo mundo bem e não está. Mas elas não têm esse conhecimento. Quando a gente fala de classe artística, acho muito importante deixar frisado que não somos todos milionários e nem vivemos só de glamour. Tem muita luta".

Para a artista, sua classe foi uma das mais afetadas na quarentena. "Quando se fala de cultura, nós fomos os primeiro a parar e os últimos a voltar. A gente está tendo uma dificuldade enorme. Quando se fala em arte, as pessoas costumam pensar no grande cantor ou em quem tem contrato com uma grande emissora e não entende que existe uma quantidade enorme de pessoas que trabalha para um evento desses acontecer e depende disso para sobreviver e para sustentar a família", lembra.

"Essas pessoas estão sendo muito prejudicadas... Isso me preocupa muito. Essas pessoas estão em casa sem receber porque a gente não trabalha com contrato de carteira assinada. A gente trabalha por evento. São milhares de famílias sem sustento", completa.


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