O Câmera Record, exibido neste domingo (04), consolidou a vice-liderança absoluta com 7,9 pontos de média e share de 18% - os maiores índices de audiência e participação em 2020.

O programa, apresentado por Sergio Aguiar, ainda liderou por dois minutos e obteve pico de 11 pontos. A concorrente ficou com 5,7 pontos de média.

No Rio de Janeiro, o programa marcou 8,5 pontos de média, consolidando a vice-liderança com índice muito próximo ao da primeira colocada, que ficou com 8,8 pontos com a exibição de um filme. A terceira colocada marcou 6 pontos. E durante 18 minutos, ficou em primeiro lugar. O pico foi de 10 pontos e o share alcançou 20%.

No ar de 23h42 a 0h38, o jornalístico mostrou a vida das mulheres na Vila Mimosa, a zona de prostituição mais famosa do Rio de Janeiro. Uma reportagem inédita, preparada por meses pela equipe do programa, que mostrou com sensibilidade, as dificuldades das profissionais e como algumas lutam para deixar a profissão.

Para ouvi-las, foi necessário período delicado de negociação para conseguir entrar em algumas das mais de 30 boates do local, já que as câmeras não são muito bem-vindas, porque diversos clientes são homens casados e algumas das garotas de programa escondem a verdadeira profissão da família.

Este é o caso de Tainá, que não revela seu verdadeiro nome e é chamada assim pelos clientes da Vila Mimosa, onde trabalha como garota de programa. Ela estuda para ser enfermeira e não conta para os parentes qual é o seu atual trabalho. "Quando eu terminar o meu curso, quero arrumar um trabalho. Não depender mais disso aqui", diz.

A equipe começou a acompanhar a rotina da Vila Mimosa pouco antes da pandemia do novo coronavírus e foi quando conheceram Bia – mais um nome de guerra. No começo de março deste ano, ela estava sob o impacto de uma descoberta: a segunda gravidez. O pai do bebê é um cliente com quem ela se envolveu. Na época da entrevista, ela ainda não havia feito o exame pré-natal e nem sabia qual era o tempo de gestação. Mesmo assim, não parou de trabalhar na noite. “Eu me sentia mal de estar ali deitada com um homem que eu não conheço. Eu estando grávida, entendeu?”, conta. Desde então, ela prometeu deixar a Vila Mimosa assim que o filho nascesse.

Célia também não imaginava trabalhar por tanto tempo no famoso ponto de prostituição, mas já está na região há 20 anos. Primeiro, foi garota de programa. "É um vício, é uma droga, fiquei muito tempo viciada nisso. Prostituição é um vício", diz. Depois perdeu clientes por causa da idade e então buscou uma ocupação diferente, mas sem sair da Vila Mimosa.

Além da reportagem, no podcast, as repórteres Vanessa Libório e Flávia Prado revelam os bastidores da reportagem feita por uma equipe formada, em sua maioria, por mulheres.

A reportagem pode ser assistida, na íntegra, no PlayPlus.


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